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COMO MELHORAR A FADIGA NO SURF?




O fim de semana passou e as previsões foram confirmadas, ondas pesadas, correnteza muito forte, uma energia muito grande dispersada pelas ondas e relativa canseira no lineup e ao passar a arrebentação.


Isso tudo leva o surfista a um desgaste muito grande e o leva à fadiga, o treinamento pode, e vai minimizar os efeitos dessa situação, a falta de treino, vai fazer o surfista, seja ele do nível que for, sofrer muito com o poder do oceano.


Neste texto de hoje irei basicamente falar sobre a fadiga.


Em repouso ou em um exercício de intensidade baixa ou moderada, há formação e acúmulo de ácido lático, porém as mitocôndrias(organelas que fazem a respiração celular) possuem uma grande capacidade de metabolismo oxidativo disponibilizando oxigênio suficiente às células. Ions de hidrogênio são tirados da glicose e carreados por NADH(Nicotinamida adenina dinucleotideo) molécula transportadora de (hidrogênio), para oxidação dentro das mitocôndrias se unindo ao oxigênio na formação de água.


O acúmulo desses íons de hidrogênio, formam o ácido lático e ao mesmo tempo é oxidado em termos bioquímicos num estado estável entre produção e oxidação, essa condição é chamada de glicólise aeróbia tendo como produto final o piruvato (a-cetoácido, importante regulador dos processos metabólicos).


Durante o exercício muito intenso, quando são ultrapassados os níveis de suprimento como de utilização de oxigênio, a produção de Ions de hidrogênio somados à molécula de NADH, é maior que a sua velocidade de processamento na cadeia respiratória, assim proporcionando ao organismo a glicólise anaeróbia.


O acúmulo do hidrogênio e do piruvato, formam um reservatório para o excesso de produtos finais de hidrogênio, provenientes da glicólise anaeróbia, depois que o ácido lático se forma no músculo se difunde no sangue, onde é tamponado para lactato, desta forma a glicólise anaeróbia fornece energia para a ressíntese de (ATP ), este caminho de energia extra é temporário, pois a ressintese de (ATP) não acompanha sua utilização, levando à fadiga.


A fadiga é dada por acidose, inativando várias enzimas de transferência de energia, interferindo a eficácia da contratibilidade dos músculos ativos.


Por outro lado, o ácido lático deve ser considerado como uma fonte de energia potencial, que é constantemente utilizado no exercício de baixa/ média intensidade e se acumula naturalmente no exercício mais intenso. Os íons de hidrogênio ligados ao ácido lático acabam sendo oxidados ao se encontrarem com uma grande quantidade de oxigênio, e a demanda é diminuída como ocorre na recuperação e na diminuição da intensidade do exercício, dessa forma, o piruvato é utilizado como fonte de energia, sendo armazenado no fígado para a realização da gliconeogênese, suprindo as reservas de glicogênio.


Portanto, levando em consideração esta situação acima, faz-se importante entender que, o treinamento deve possuir condições que leve o corpo a sofrer esses estímulos, onde irá proporcionar uma resposta adaptativa para que os níveis de esforço sejam suportados em situações reais de surf.


O surf é um esporte que podemos considerar como um alto produtor de íons de hidrogênio, justamente pela sua prática ser muito intensa, principalmente nos dias em que o mar mostra todo, ou quase todo seu poder, favorecendo o aumento de dióxido de carbono no sangue, que conseqüentemente, favorece o aumento de ácido lático, possibilitando a fadiga.


Uma das características do treinamento utilizando a apneia, é a elevação do limiar anaeróbio, ou de lactato do indivíduo, justamente por estar diretamente ligado com a capacidade de suportar a acidose retardando a fadiga ou resistindo-a, realizando a mesma intensidade de trabalho e mantendo o mesmo ritmo de deslocamento.


Proporciona aos músculos adaptações funcionais e morfológicas específicas à realização de trabalho por longo tempo e com grande intensidade, aumentando as reservas energéticas, otimizando o carreamento de oxigênio do sangue para as células dos músculos ativos aumento do número de mitocôndrias, melhorando mecanismo neuromuscular, aumento da coordenação intra e intermuscular, entre outros gradientes de benefícios fisiológicos.


Christian Dequeker

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